30/12/2015

EMA






A ema (Rhea americana, Linnaeus, 1758), também chamada nandu, nhandu, guaripé e xuri, é uma ave da família Rheidae cujohabitat se restringe à América do Sul. Apesar de possuir grandes asas, não voa. Usa asas para se equilibrar e mudar de direção enquanto correm. Os indivíduos masculinos são os responsáveis pela incubação e o cuidado com os filhotes. É considerada a maior ave brasileira.
Quando das Invasões holandesas no Brasil, no brasão holandês do Rio Grande do Norte (1639) figurava uma ema.
Etimologia 
"Ema" é uma palavra de origem oriental, talvez molucana. "Nandu" e "nhandu" se originam do tupi ña'du. "Guaripé" se origina da língua tupi. "Xuri" se origina do tupi xu'ri.
Taxonomia 
A ema foi descrita em 1758 pelo zoólogo sueco Carolus Linnaeus em seu livro Systema Naturae. Há cinco subespécies de emas existentes atualmente, as quais não são facilmente distinguíveis entre si. Contudo um dos principais traços de distinção é a mancha preta na garganta e a diferença na altura entre as subespécies.
• Rhea americana albescens (Lynch & Holmberg, 1878): planícies da Argentina (partes norte e leste do país), sul do Paraguai e sudoeste do Brasil;
• Rhea americana americana (Linnaeus, 1758): centro e nordeste do Brasil;
• Rhea americana araneipes (Brodkorb, 1938): oeste do Paraguai, leste da Bolívia e região do Pantanal, no Brasil;
• Rhea americana intermedia (Rothschild & Chubb, 1914): Uruguai e extremo sul do Brasil;
• Rhea americana nobilis (Brodkorb, 1939): leste do Paraguai.
Descrição
A ema é a maior e mais pesada ave do continente americano. Um macho adulto pode atingir 1,70 m de comprimento e pesar até 36 kg. A envergadura pode atingir 1,50 m de comprimento.
Apresentam plumagem do dorso marrom-acinzentada, com a parte inferior mais clara. O macho distingue-se por ter a base do pescoço, parte do peito e parte anterior do dorso negros. Difere do avestruz por não apresentarem cauda e pigóstilo. Também não possuem glândula uropigiana. Ao contrário das demais aves, há separação das fezes e da urina na cloaca; os machos adultos possuem um grande pênis.
Possuem pernas fortes e pés providos de três dedos.
Ecologia e comportamento
Alimentação
A ema é onívora se alimentam de frutas, sementes, folhas de grandes árvores, lagartos, moscas perto de carne em decomposição, cobras, moluscos, peixes entre outros.
Vocalização
Durante o período de reprodução, o macho emite um urro forte, ventríloquo e bissilábico, lembrando um bramido de um grande mamífero, como o boi: "bu-úp" ou "nan-dú". Vocaliza até mesmo durante a noite.
Os filhotes emitem assobios melodiosos que lembram o canto do inhambu-relógio
Reprodução
O período reprodutivo inicia em outubro. O macho reúne um harém de três a seis fêmeas; estas, por sua vez, também mantêm relações com outros machos, havendo, portanto,poliginia e poliandria na espécie.
O macho constrói o ninho em uma depressão no solo, forrando-o com capim. Cada fêmea é capaz de pôr de 10 até 30 ovos. A incubação começa entre cinco e oito dias após as fêmeas terem iniciado a postura e pode durar de 27 a 41 dias. Os ovos eclodem todos no mesmo dia, são brancos, geralmente elípticos, e pesam, em média, 600 gramas. Os que não eclodem são colocados para fora do ninho ou devorados. O macho, responsável por chocá-los, altera frequentemente a posição do ovo, girando uma volta completa (360º) a cada 24 horas. Os filhotes ficam a cuidado do pai e atingem a maturidade sexual em dois anos.
Galeria
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Adulto
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Imaturo
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Juvenil
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Grupo de filhotes


AVESTRUZ





O avestruz (Struthio camelus) é uma ave não voadora, originária da África. É a única espécie viva da família Struthionidae, dogénero Struthio e da ordem das Struthioniformes. São considerados a maior espécie viva de ave.
Taxonomia
O termo avestruz vem do latim avis struthio: avis significa ave e struthio (ou strouthiōn) é uma palavra que os gregos antigos usavam para se referir tanto a pardais como aos próprios avestruzes. O animal foi descrito cientificamente pela primeira vez pelo naturalista sueco Carolus Linnaeus em sua obra Systema Naturae, no século XVIII. Ele batizou a espécie com o nome Struthio camelus, aceito até hoje. O epíteto específico camelus, que quer dizer "camelo", uma referência ao habitat seco da ave.
Descrição
Avestruzes normalmente pesam de 90 a 130 kg, embora alguns avestruzes machos tenham sido registrados com pesos de até 155 kg. Na maturidade sexual (entre 2 e 4 anos de idade), avestruzes machos podem possuir de 1,8 m a 2,7 m de altura, enquanto as fêmeas alcançam de 1,7 m a 2 m. Durante o primeiro ano de vida crescem cerca de 25 cm por mês. Em um ano um avestruz pesa cerca de 45 kg.
Possui dimorfismo sexual: nos adultos, o macho tem plumagem preta e as pontas das asas são brancas, enquanto que a fêmea é cinza. O dimorfismo só se apresenta com um ano e meio de idade.
As pequenas asas vestigiais são usadas por machos como exibição para fins de acasalamento.
As penas são macias e servem como isolante térmico e são bastante diferentes das penas rígidas de pássaros voadores. Possui duas garras em dois dos dedos das asas, sendo a única ave que possui apenas 2 dedos em cada pata. As pernas fortes do avestruz não possuem penas. Suas patas têm dois dedos, sendo que apenas um tem unha enquanto o maior lembra um casco. Seu aparelho digestivo é semelhante ao dos ruminantes e seus olhos, com suas grossas sobrancelhas negras, são os maiores olhos das aves terrestres.
Possui as seguintes características:
• Altura média: 2 a 2,5 m.
• Peso: de 100 a 150 kg.
• Velocidade: até 80 km/h.
• Expectativa de vida: 50 a 70 anos, sendo 20 a 30 anos de vida reprodutiva.
São aves polígonas e não migratórias. Adapta-se com facilidade e vive em áreas montanhosas, savanas ou planícies arenosas desérticas. Seus hábitos

Head
alimentares são onívoros, o avestruz come ervas, folhagem de árvores, arbustos e todo pequeno vertebrado e invertebrado que consiga capturar.
Embora não voe, por ter asas atrofiadas, as longas, fortes e ágeis pernas, permitem que ele atinja até a velocidade de 80 km/h com vento favorável (média de 65 km/h), pois em uma só passada cobre 4 a 5 metros. Além da velocidade máxima, tem também uma resistência impressionante, podendo viajar a 70 km/h durante 30 minutos. Tem o pescoço longo, a cabeça pequena, e tem dois dedos muito grandes (em cada pata) que se assemelham a cascos.
Classificação e distribuição 

A distribuição de avestruzes na África
Avestruzes ocorrem naturalmente nas savanas e no Sahel da África, tanto ao norte como ao sul da zona de florestas equatorial. A espécie pertence à ordem dos Struthioniformes (Ratitas). Outros membros deste grupo são a ema, o emu, o casuar e o maior pássaro de todos os tempos, o extinto Aepyornis. Cinco subespécies são conhecidas:
• S.c. australis na África Austral
• S.c. camelus no Norte de África, também chamado avestruz-do-norte-da-áfrica ou avestruz-do-pescoço-vermelho.
• S.c. massaicus na África Oriental, algumas vezes chamado de avestruz-masai. Durante a estação de acasalamento, o pescoço e as coxas do macho ficam laranja-rosado. Ocupa uma faixa entre Etiópia e Quênia no leste até o Senegal no oeste, e da Mauritânia oriental no norte até o sul do Marrocos no sul.
• S.c. molybdophanes na Somália, Etiópia e norte do Quênia, algumas vezes chamado o avestruz-somali. Durante a estação do acasalamento, o pescoço e as coxas do macho ficam azuis. sSua faixa se sobrepõe com S.c. massaicus no nordeste do Quênia. Algumas autoridades consideram o Avestruz Somali uma outra espécie.
• S.c. syriacus no Oriente Médio, também chamado de avestruz-árabe ou avestruz-do-oriente-médio, era uma subespécie antes muito comum na Península Arábica, Síria e Iraque. Foi extinta por volta de 1940.
O avestruz é um animal bastante rústico, muito resistente a doenças e com ótima capacidade de adaptação. É criado com sucesso no Brasil, Canadá, Estados Unidos, Europa e Israel, suportando bem tanto altas quanto baixas temperaturas.
Comportamento

Cabeça de uma avestruz
Avestruzes vivem em grupos nômades de 5 a 50 aves que frequentemente viajam juntos com animais ruminantes, tais como zebras e antílopes, no entanto, a avestruz é um monogástrico. Percorrem longas distâncias à procura de sementes e outros produtos vegetais (que consequentemente faz com que sejam seminômades); ocasionalmente eles também comem animais como gafanhotos. Como não possuem dentes, eles engolem pedrinhas que ajudam a esmagar os alimentos engolidos no papo. Eles podem ficar sem água por muito tempo, vivendo exclusivamente da umidade das plantas consumidas. Entretanto, eles gostam de água e tomam banhos frequentemente.
Com visão e audição aguçadas, eles podem detectar predadores tais como leões de uma grande distância.
Na mitologia popular, o avestruz é famoso por esconder sua cabeça na areia ao primeiro sinal de perigo. O escritor romano Plínio o Velho é notado por suas descrições do avestruz em sua Naturalis Historia, onde ele descreve o suposto hábito dos avestruzes de esconder a cabeça em arbustos. Nunca houve observações registradas deste comportamento e um contra-argumento comum a isto é que uma espécie que exibisse tal comportamento não sobreviveria por muito tempo. O mito pode ter surgido do fato de que, de uma certa distância, quando avestruzes se alimentam eles parecem estar enterrando sua cabeça na areia pois eles deliberadamente engolem areia/pedras para ajudar a esmagar sua comida. Quando deitados ou se escondendo de predadores, eles são conhecidos por deitar sua cabeça e pescoço rente ao chão. Quando ameaçados, avestruzes fogem, mas podem também ferir seriamente seus inimigos através de coices por meio de suas poderosas pernas.
Reprodução

Um ovo de avestruz

Um ninho de avestruz
Avestruzes se tornam sexualmente maduros entre 2 e 4 anos de idade; fêmeas amadurecem cerca de seis meses antes dos machos. A espécie é iterópara, com a estação de acasalamento começando em Março ou Abril e terminando um pouco antes de Setembro. O processo de acasalamento difere nas diferentes regiões geográficas. Os Machos tipicamente usarão assobios e outros sons para lutar por um harém de 2 a 5 fêmeas. O vencedor destas lutas cruzará com todas as fêmeas em uma área mas só formará uma ligação com uma, a fêmea dominante. A fêmea se abaixa no chão e é montada por trás pelo macho.
Avestruzes são ovíparos. As fêmeas porão seus ovos fertilizados em um único ninho comunitário, um buraco escavado no chão e com trinta a 60 cm de profundidade. Ovos de avestruz podem pesar 1.4 kg e são os maiores ovos de uma espécie viva (e as maiores células únicas), embora eles sejam na verdade os menores em relação ao tamanho da ave. O ninho pode conter de 15 a 60 ovos, com um ovo médio tendo 15 cm de comprimento, 12 cm de largura, e peso de 1.4 kg. Eles são brilhantes de esbranquecidos. Os ovos são chocados pelas fêmeas de dia e pelo macho à noite, aproveitando as cores diferentes dos dois sexos para melhor camuflagem. O período de gestação é de 35 a 45 dias. Após a eclosão o macho cria sozinho os filhotes.
A expectativa de vida é de 50 anos em média, podendo variar de 30 a 70 anos.
Relação com humanos

Avestruzes macho e fêmea na Nova Zelândia

No passado, avestruzes foram muito caçados por suas penas, que costumavam ser muito populares como ornamentos em chapéus de mulheres e em outros acessórios. Suas peles eram também valorizadas para fazer couros finos. No Século 18, eles foram caçados quase à extinção. A criação para o comércio de penas começou no Século 19. O mercado de penas colapsou depois da Primeira Guerra Mundial, mas a criação comercial para penas, e mais tarde por peles, decolou durante os anos 70. Avestruzes na Arábia e Sudeste da Ásia foram caçados até a extinção em meados do Século 20. Hoje, avestruzes são criados por todo o mundo, incluindo climas tão frios como o da Suécia. Considerando que eles podem se desenvolver em climas entre 30 °C e -10 °C não é surpresa que existam fazendas em mais de 50 países ao redor do mundo, mas a maioria é ainda encontrada na África Austral. Desde que eles também tem o melhor ganho de peso por alimento de qualquer animal terrestre (3.5:1 enquanto o boi é de 6:1), eles se tornam bastante atrativos para pecuaristas. Embora eles sejam criado primeiro pelo couro e depois pela carne, outros produtos úteis são os ovos e as plumas. É afirmado que avestruzes produzem o couro mais forte comercialmente disponível¹. A carne de avestruz tem um gosto similar ao do bife magro e se compara favoravelmente, tendo pouca gordura e colesterol. A criação de avestruzes é chamada de Estrutiocultura.
Avestruzes são grandes o bastante para que uma pessoa pequena possa cavalgá-lo; normalmente a pessoa segurará nas asas enquanto cavalga. Eles foram treinados em algumas áreas do norte da África e na Arábia como montarias de corrida. Corridas de avestruz nos Estados Unidos foram criticadas por organizações dos direitos animais, entretanto há pouca possibilidade de isto se tornar uma prática comum devido ao fato de que os animais são difíceis de montar.
Avestruzes são classificados como animais perigosos na Austrália, nos EUA e no Reino Unido. Existem vários incidentes registrados de pessoas tendo sido atacadas e mortas. Machos grandes podem ser muito territoriais e agressivos e podem atacar e escoicear com muita força usando suas pernas. Um avestruz pode facilmente alcançar qualquer atleta na corrida.
Produtividade

Fazenda de avestruz em Avaré
São muito resistentes contra as doenças, e têm uma ótima capacidade de adaptação (criados com sucesso no Canadá, Estados Unidos, Europa e Israel), suportando altas e baixas temperaturas. Alimenta-se de ração (1,5 kg/dia) e pasto verde (2 a 5 kg/dia).
Vida longa (média de 50 anos de vida), contando de 20 a 30 anos de vida reprodutiva. O início da vida reprodutiva é com dois a 3 anos; no Brasil há avestruzes em zoológicos que iniciaram a postura com dezoito meses.
O mercado
Os quatro principais produtos para comércio são:
1. Carne: um avestruz produz entre 30 a 45 quilogramas de carne, que ao contrário de outras aves é vermelha. O avestruz alcança o peso de abate por volta de 12 meses.
2. Couro: utilizado na confecção de bolsas, carteiras, roupas, etc.
3. Plumas: Uma ave adulta produz 2 kg de plumas por ano. As plumas do avestruz ainda representam objeto de comércio, e é um dos motivos pelos quais o homem caça essa ave. Tem dimorfismo sexual marcado: nos adultos, o macho é preto com as pontas das asas brancas e a fêmea é cinza, porém tal diferença só aparece a partir de 1 ano e meio de idade. As fêmeas são em geral presa fácil e suas plumas podem ser arrancadas sem feri-las.[carece de fontes]
4. Ovos: O ovo de avestruz pesa entre 1,2 kg e 1,8 kg. Ovos não fecundados são utilizados para o artesanato. Cada fêmea põe de 40 a 100 ovos por ano, e os ovos são incubados por 42 dias.








GORILA







Os gorilas são mamíferos primatas pertencentes ao género Gorilla, endémicos das florestas tropicais do centro da África. O fato de compartilharem 98%-99% do DNA com os seres humanos faz dos gorilas um dos parentes vivos mais próximos, logo depois dosbonobos e chimpanzés . O gorila é o maior dos primatas atualmente existentes.
Os gorilas vivem em florestas tropicais. Apesar da sua área de distribuição abranger apenas uma pequena percentagem de África, os gorilas distribuem-se por numa grande variedade de altitudes. Os gorilas-de-montanha (Gorilla beringei beringei) habitam as florestas montanhosas do Albertine Rift, existindo entre os 2.225 até aos 4.267 m. Os gorilas-do-ocidente moram em florestas densas epântanos das terras baixas e marisma até ao nível do mar.
Etimologia
O médico e missionário estadunidense Thomas S. Savage descreveu o gorila-do-ocidente pela primeira vez (na altura como o nome Troglodytes gorilla) em 1847 a partir de espécimes obtidos em Libéria.
O nome deriva da palavra grega tranliterada Gorillai (uma "tribo de mulheres peludas") descrita por Hannon, o Navegador, um navegador cartaginês e possível visitante (cerca de 480 a.C.) à área da atual Serra Leoa . Na sua viagem, Hannon encontra o que considera serem pessoas selvagens e peludas numa ilha da costa ocidental africana. Três fêmeas foram capturadas e as suas peles levadas para Cartagena.
Fisiologia
O dimorfismo sexual do crânio

Um gorila adulto mede entre 1,4 e 2 metros de altura quando de pé, o macho pesa entre 140 e 230 kg, embora possam atingir os 300 kg quando em cativeiro, e a fêmea que é bem menor pesa entre 70 e 110 kg. O gorila é o maior primata vivo que existe. Estima-se que seja capaz de levantar até duas toneladas com os dois membros superiores.
Os gorilas, geralmente, se locomovem em quatro patas. As suas extremidades anteriores são mais longas que as posteriores, e são utilizadas também como apoio ao caminhar e para escalar.
A gestação dura oito meses e meio e normalmente a próxima gestação só ocorre três ou quatro anos depois o nascimento, tempo este que os filhotes convivem com a mãe. A maturidade sexual é atingida entre 10 e 12 anos pelas fêmeas e entre 11 e 13 anos pelos machos, podendo ser modificados estes anos com a vivência nos cativeiros. E a esperança de vida oscila entre os trinta e cinquenta anos, o record nesta categoria está com um gorila dum zoológico da Filadélfia que morreu aos 54 anos.
Sua dieta alimentar é, em grande parte, herbívora, uma vez que alimentam-se de frutas, folhas, brotos, mas também os insectos compõem menos de 2% do seu cardápio.
Todos os gorilas compartilham o mesmo tipo sanguíneo, o tipo B, e assim como os humanos, cada indivíduo possui uma impressão digital única.

Estado de conservação 
Ambas espécies de gorila estão em perigo de extinção, e têm sido sujeitas a intensa caça furtiva. Ameaças à sobrevivência dos gorilas incluem destruição de habitat e ao mercado de carne de caça. Em 2004, uma população de algumas centenas de gorilas no Odzala National Park, na República do Congo foi essencialmente devastada pelo vírus ébola. Um estudo de 2006 publicado na revista Science concluiu que mais de 5000 gorilas podem ter morrido devido a surtos recentes do Ébola na África central. Os investigadores indicaram que isto em conjunção com a caça comercial cria uma "receita para uma extinção ecológica rápida." Esforços de conservação incluem o Great Apes Survival Project, uma parceria entre a Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente e a UNESCO; e ainda um tratado internacional, chamado Gorilla agreement em inglês, concluído sob o auspício da Convenção sobre Espécies Migratórias O Gorila Agreement é o primeiro instrumento legal apontado exclusivamente à conservação do gorila e entrou em funcionamento em 1 de Junho de 2008.
Comparação entre os esqueletos de um ser humano e um gorila.

Em Agosto de 2008, um estudo da Wildlife Conservation Society, anunciou a existência de uma população previamente desconhecida nas florestas do Congo, o que duplicou o número de gorilas conhecidos na natureza para cerca de 125.000.
Evolução e classificação
Gorila-do-ocidente.

Do mesmo modo que a ciência, os estudos taxonômicos acerca dos gorilas não estão estabelecidos definitivamente. Isso pode ser percebido com o fato de até recentemente ser considerada a existência de três espécies de gorila: o gorila-do-ocidente das terras baixas, o gorila-do-oriente das terras baixas e o gorila-das-montanhas. Actualmente há consenso que há duas espécies com duas subespéciescada. Entretanto, correntes mais recentes afirmam a existência de mais uma subespécie, a qual pertenceria a Gorilla beringei, localizada na população de gorilas das montanhas de Bwindi, que é, por vezes, chamado de gorila-de-indi.
Os taxonomistas e primatologistas, além doutros cientistas da área, continuam estudando as relações entre as espécies de gorilas, e de acordo com o consenso atual e sua publicação mais recente (Primate Taxonomy, Colin Groves 2001 ISBN 1-56098-872-X) lista duas espécies reconhecidas, cada qual com duas subespécies:
• Género Gorilla
• Gorila-do-ocidente (Gorilla gorilla)
• Gorilla gorilla gorilla
• Gorilla gorilla diehli
• Gorila-do-oriente (Gorilla beringei)
• Gorila-das-montanhas (Gorilla beringei beringei)
• Gorilla beringei graueri
Os parentes mais próximos dos gorilas são chimpanzés e humanos, que se separaram dos gorilas à cerca de 7 milhões de anos. Genes humanos diferem na sua sequência em apenas 1,6% em média dos genes de gorila correspondentes, mas há diferenças adicionais no número de cópias que cada gene tem.

Inteligência


Uma gorila fêmea mostrando o uso de ferramentas. Ela usa um tronco de uma árvore como suporte enquanto pesca.
Os gorilas são aparentados aos humanos e são considerados altamente inteligentes. Alguns indivíduos em cativeiro, tais como a Koko, aprenderam alguns sinais da linguagem gestual.
Em pesquisa publicada na Biology Letters, foi descrito um comportamento entre gorilas filmados em um zoológico semelhante ao de crianças brincando de pega-pega.
Uso de ferramentas
As seguintes observações foram feitas por uma equipa liderada por Thomas Breuer da Wildlife Conservation Society em Setembro de 2005. Os gorilas são conhecidos por usarem ferramentas na natureza. Uma gorila fêmea do Nouabalé-Ndoki National Park na República do Congo foi gravada a usar um pau para determinar a profundidade da água enquanto atravessava um pântano. Uma segunda fêmea foi vista a usar um toco de árvore como uma ponte e também para a suportar enquanto pescava no pântano. Isto quer dizer que todos os hominídeos são agora conhecidos por usar ferramentas.
Em Setembro de 2006, um gorila com dois anos e meio da República do Congo foi descoberto por usar pedras para abrir frutos de palmeira dentro de um santuário de caça. Enquanto que esta foi a primeira observação do género para um gorila, há quarenta anos atrás os chimpanzés já tinham sido observados a usar ferramentas na natureza, a 'pescar' térmitas. Os hominídeos não-humanos são dotados de um "agarrar" semi-preciso, e são capazes certamente de usar quer ferramentas simples como até armas, improvisando um taco a partir de um ramo caído.
Distribuição geográfica
Distribuição das populações de gorilas.
Os gorilas vivem na zona equatorial da África, e as duas espécies estão separadas por 750 km de distância.
O gorila-ocidental vive numa área de cerca de 710.000 km² que compreende partes da Nigéria, Camarões, República Centro-Africana, Guiné Equatorial, Gabão, República do Congo, Angola e a extremidade ocidental da República Democrática do Congo. Enquanto que o gorila-oriental habita uma zona restrita com cerca de 112.000 km² que compreende a extremidade oriental da República Democrática do Congo, da Uganda e Ruanda.
Referências culturais 
Os gorilas são e foram bastante representados e lembrados em produções artísticas, entre elas as mais conhecidas são os filmes de King Kong, além de exemplos comoPlaneta dos macacos, Scorporilla (uma mistura de Escorpião e Gorila que aparece nos jogos Crash of the Titans e Crash Bandicoot: Mind Over Mutant) e Donkey Kong.
Curiosidades 
• Baseado na transliteração da palavra grega, as denominações para os membros dessa espécia não mudaram muito, são bastantes parecidas. Basta comparar e perceber:Gorilla (em alemão), gorila (em espanhol), gorilo (em esperanto), gorille (em francês), gorila (em galego), gorilla (em inglês), gorilla (em italiano), gorilla (em neerlandês),goryl (em polonês), gorila (em português), entre outros.







29/12/2015

URSO







Os Ursídeos (latim científico: Ursidae) constituem uma família mamíferos plantígrados, da ordem dos carnívoros, geralmente de grande porte, compreendendo os ursos e o panda. Embora classificado como urso, e logo após, como procionídeo, junto com o panda-vermelho, o panda-gigante foi recolocado dentro da família dos ursídeos devido às novas pesquisas genéticas. Algumas características comuns dos ursos são pelagem espessa, rabo curto, o olfato desenvolvido e as garras não retráteis. Os ursídeos são geralmente animais omnívoros.
As espécies mais antigas e primitivas desta família estão reunidas no gênero Ballusia, do Mioceno Inferior, que ainda retêm características similares aos Hemicyonidae. Do Ballusia descende o gênero Ursavus, fonte dos ursíneos, e talvez o Agriarctos, ancestral dos agrioteríneos.
Os ursos existem em todos os continentes, em exceção na África, embora algumas fontes afirmem terem avistado o Urso nandi, sem no entanto comprovarem a sua existência.
Taxonomia[editar | editar código-fonte]
Família Ursidae G. Fischer von Waldheim, 1817
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• Gênero †Ballusia Ginsburg & Morales, 1998 (=Ursavus)
• †Ballusia elmensis (Stehlin, 1917) - Mioceno Inferior (MN 3), Beaulieu, França; Wintershof-West
• †Ballusia hareni (Ginsburg, 1989)
• Subfamília Agriotheriinae
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• Gênero †Agriarctos Kretzoi, 1942 - Mioceno Médio
• † Agriarctos gaali
• Gênero †Agriotherium Wagner, 1837
• †Agriotherium insigne (Gervais, 1859) - Plioceno Inferior, Alcoy, Espanha; Montpellier, França
• † Agriotherium palaeindicum (Lydekker, 1884)
• †Agriotherium sivalensis Falconer & Cautley, 1836
• †Agriotherium africanum Hendey, 1972
• †Agriotherium roblesi Morales & Aguirre, 1976 - Mioceno Superior (MN 13), Venta del Moro, Espanha
• †Agriotherium intermedium Stach,1957 - Plioceno Inferior, Weze e Xiaoxian, China
• †Agriotherium inexpetans Qiu et al., 1991 - MIoceno Superior, Jiegou, Gansu, China
• †Agriotherium schneideri Sellards, 1916 - América do Norte
• †Agriotherium gregoryi - Hemphiliano, EUA
• Gênero †Indarctos Pilgrim, 1913
• †Indarctos salmontanus Pilgrim, 1913 (provavelmente inclui I. atticus)
• †Indarctos arctoides Deperet, 1895 - Valesiano, Europa Central e Ocidental
• † I. a. vireti Villalta e Crusafont, 1943
• †I. a. arctoides Deperet, 1895 - Montredon
• †Indarctos atticus Weithofer, 1888 - Turoliano, Europa e Ásia
• †I. a. atticus Weithofer, 1888
• †I. a. lagrelii Zdansky, 1924 (=sinensis ?)
• †I. a. punjabiensis (=Hyaenarctos punjabiensis)
• †I. a. anthracitis Weithofer, 1888 - Mioceno Superior, Turoliano, Monte Bamboli, Itália
• †I. a. bakalovi Kovachev, 1988
• †Indarctos oregonensis Merriam, 1925 - América do Norte
• Gênero †Ailurarctos
• †Ailurarctos lufengensis - Mioceno Superior
• †Ailurarctos yuanmouensis - Mioceno Superior
• Gênero Ailuropoda Milne-Edwards, 1870
• †Ailuropoda microta Pei, 1962
• †A. m. microta Peu, 1962 - Plioceno Superior
• †A. m. wulingshanensis (Wang et al., 1982) - Plistoceno Inferior
• †A. m. baconi (Woodward, 1915) - Plistoceno
• Ailuropoda melanoleuca (David, 1869) - Panda-gigante
• Subfamília Ursinae
• Tribo Ursini
• Gênero †Ursavus Schlosser, 1899
• †Ursavus ehrenbergi Stehlin - Mioceno Superior, Turoliano
• †Ursavus intermedius
• †Ursavus pawniensis Frick, 1926 - Barstoviano, EUA
• †Ursavus primaevus (Gaillard, 1899) - Mioceno, MN7 a MN8, La Grive, França
• †Ursavus brevirhinus (Hofmann, 1887) - Mioceno Superior, MN 9, Can Llobateres, Espanha
• †Ursavus depereti (=Agriarctos depereti?)
• †Ursavus sylvestris Qui & Qi, 1990 - Mioceno Superior, Lufeng, China
• †Ursavus isorei Ginsburg & Morales, 1998 - MN3a
• Gênero Helarctos
• Helarctos malayanus - Urso-malaio
• Gênero Melursus
• Melursus ursinus - Urso-beiçudo
• Gênero Ursus
• Tribo Tremarctini
• Gênero †Plionarctos Frick, 1926
• †Plionarctos edensis Frick, 1926
• †Plionarctos harroldorum Tedford & Martin, 2001 - Blancano, White Bluffs, EUA
• Gênero Tremarctos Gervais, 1855
• †Tremarctos floridanus (Gidley, 1928)
• Tremarctos ornatus (Cuvier, 1825) - Urso-de-óculos
• Gênero †Arctodus (=Arctoidotherium, Dinarctotherium, Proarctotherium, Pseudarctotherium, Tremarctotherium) †
• †Arctodus pristinus Leidy, 1854
• †Arctodus simus (Cope, 1879) (=Arctotherium simum) - Urso-de-cara-achatada
• †Arctodus angustidens (Kraglievich, 1926)
• †Arctodus (Arctotherium) bonaeriense
• †Arctodus (Arctotherium) latidens
• †Arctodus (Arctotherium) tarijense
• †Arctodus (Arctotherium) vetustus
• †Arctodus (Arctotherium) 'rctodus (Pararctotherium) enectum (Paula Couto, 1960)
• †Arctodus (Pararctotherium) brasiliensis (Lund, 1838)
• †Arctodus (Pararctotherium) pamparum Ameghino, 1904
• †Arctodus (Rodrigo) monkey Ameghino, 1904
Heráldica
O urso é uma carga comum em heráldica. Numerosas cidades por todo o mundo adaptaram o urso no seu brasão de armas. A destacar a capital da Suíça, Berna, cujo nome deriva do alemão para urso Bär. O nome da capital alemã Berlim-Bärlein (que significa urso pequeno-também deriva da palavra urso na língua alemã
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Brasão de armas de Berlim, Alemanha

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Brasão de armas armas de Portein, Suíça

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Brasão de armas do Oblast de Iaroslavl, Rússia

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Brasão de armas do Krai de Perm, Rússia

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Brasão de armas da Iamália, Rússia (urso-polar)

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Brasão de armas da Groelândia (urso-polar)

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Brasão de armas de Bento XVI

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Brasão de armas de  Madrid, a capital de Espanha

TIGRE








O tigre (Panthera tigris) é um mamífero carnívoro da família dos felídeos, que habita o continente asiático. Dentre suas subespécies há o maior entre todos os felinos selvagens do mundo. São animais extremamente territoriais e solitários. Os tigres são predadores de topo.
É o felino com maior variação de tamanho do mundo entre subespécies, com o tigre-siberiano alcançando até 310 kg enquanto o tigre-de-bali alcançava no máximo 100 kg; tamanho comparável a suçuaranas e leopardos. Algumas estimativas sugerem que existem menos de 2500 indivíduos reprodutores maduros, com nenhuma subpopulação com mais de 250 indivíduos reprodutores maduros. A população era estimada em 100.000 indivíduos no início do século XX. Em tempos atuais, entretanto, apenas cerca de 4.000 indivíduos sobrevivem, uma queda de 97%.
Tigres já foram encontrados da Turquia a Sibéria e da ilha de Java a Índia. Hoje em dia estão restritos principalmente a algumas regiões do Sudeste Asiático, Sibéria e Índia. Três das subespécies estão extintas: o tigre-do-cáspio (encontrado em certas regiões da União Soviética, Turquia, Oriente Médio, Afeganistão e Mongólia), tigre-de-java (encontrado em Java) e tigre-de-bali que era encontrado apenas em Bali.
É um dos animais mais carismáticos do mundo, sendo símbolo da conservação da natureza e um dos animais mais populares. É o animal símbolo de diversos países da Ásia e mascote de diversas empresas em todo o mundo.
Etimologia
"Tigre" vem do iraniano, através do grego tígris e do latim tigre. Significa literalmente "flecha", por ser "certeiro, rápido, silencioso e mortal como uma flecha".
Taxonomia e evolução
Em 1758, Linnaeus primeiro descreveu a espécie em sua obra Systema Naturae, sob o nome científico Felis tigris. Em 1929, o taxonomista britânico Reginald Innes Pocock subordinou as espécies no gênero Panthera, usando o nome científico Panthera tigris.
A palavra Panthera é provavelmente de origem oriental e rastreável até à palavra pantera em grego, a palavra panthera em latim, a palavra pantere do francês antigo, o mais provável que signifique "o animal amarelado", ou de pandarah significando branco-amarelado. A derivação do grego pan-("todos") e ther ("besta") pode ser etimologia popular.
Evolução
Restauração de Panthera zdanskyi.

Parentes vivos mais próximos do tigre são o leão, leopardo e a onça-pintada, todos os quais são classificados sob o gênero Panthera. O mais velho parente extinto do tigre, chamado Panthera zdanskyi , foi encontrado na província de Gansu, noroeste da China. Esta espécie é considerada como um táxon irmão do tigre atual e viveu cerca de 2 milhões de anos atrás, no início do Pleistoceno. Era menor do que o tigre moderno, sendo do tamanho de um jaguar, e, provavelmente, não têm o mesmo padrão de pelagem. Apesar de ser considerado mais "primitivo", era funcionalmente e possivelmente ecologicamente semelhante ao seu primo moderno. Como Panthera zdanskyi viveu no noroeste da China, que pode ter sido onde a linhagem de tigres originou. Tigres cresceram em tamanho, possivelmente em resposta a radiações adaptativas de espécies de presas, como veados e bovídeos que possam ter ocorrido no Sudeste Asiático durante o início do Pleistoceno.
Os primeiros fósseis de verdadeiros tigres são de Java, e têm entre 1,6 e 1,8 milhões de anos. Fósseis distintos são conhecidos dos depósitos do início e meio do Pleistoceno na China e Sumatra. A subespécie chamada tigre-de-trinil (Panthera tigris trinilensis) viveu cerca de 1,2 milhões de anos e é conhecido a partir de fósseis encontrados em Trinil, Java.
Tigres primeiro chegaram ao subcontinente indiano e depois ao norte da Ásia no final do Pleistoceno, atingindo o leste de Beríngia (mas não ocontinente americano), Japão e Sakhalin. Fósseis encontrados no Japão indicam que os tigres locais eram, como as subespécies insulares sobreviventes, menores do que as formas do continente, um exemplo de nanismo insular. Até ao Holoceno, os tigres também viviam emBornéu, assim como na ilha de Palawan, nas Filipinas.
Sequência completa do genoma do tigre foi publicada em 2013. Ele e outros genomas de felinos foram descobertos a ter semelhante composição de repetição e uma sintenia sensivelmente conservada.
Híbridos

Os ligres crescem anormalmente e costumam desenvolver doenças.

Leões têm sido conhecidos por reproduzir com tigres (na maioria das vezes as subespécies de Amur e de Bengala) para criar híbridos chamados ligres e tigreões. Esses híbridos eram comumente criados em zoológicos, mas isso agora é desencorajado devido à ênfase na conservação e ao fato de esses animais desenvolverem doenças e viverem por pouco tempo. Híbridos ainda são criados em zoológicos privados e em jardins zoológicos na China.
O ligre é um cruzamento entre um leão macho e uma tigresa. O pai leão transmite um gene promotor de crescimento, mas o gene inibidor de crescimento correspondente na fêmea está ausente, por isso ligres crescem muito mais do que qualquer um dos pais. Eles compartilham qualidades físicas e comportamentais de ambas as espécies de origem (manchas e listras sobre um "fundo de areia"). Ligres machos sãoestéreis, mas ligres fêmeas são muitas vezes férteis. Os machos têm cerca de 50% de chance de ter uma juba, mas, mesmo se eles a tiverem, suas jubas terão apenas cerca de metade do tamanho da de um leão puro. São tipicamente entre 3 e 3,3 metros de comprimento (incluindo a cauda) e pode pesar entre 364 e 418 quilos. O maior Ligre do mundo é um macho chamado Hercules, ele está no Guinnes book, possuí 3,33 metros de comprimento total, com 1,25 m na altura da cernelha e pesa 418,2 kg.
O tigreão (Tigon), menos comum, é um cruzamento entre uma leoa e um tigre macho. Como o tigre macho não transmite um gene promovedor do crescimento e a leoa transmite um gene inibidor do crescimento, tigreões são relativamente pequenos, apenas pesando até 150 kg, que é cerca de 10-20% menor do que os leões. Como ligres, eles têm características físicas e comportamentais de ambas as espécies parentais, e os machos são estéreis. As fêmeas são férteis e, por vezes, têm ocasionalmente dado à luzlitigreões (Li-tigons) quando acasaladas com um leão; e titigreões (ti-tigons).
Subespécies
Há nove subespécies distintas de tigre, três das quais estão extintas. Ocupavam historicamente uma extensa área que englobava a Rússia Asiática, Sibéria, Irã, Cáucaso,Afeganistão, antiga Ásia Central Soviética, Subcontinente indiano, China, todo o sudeste da Ásia e Insulíndia (ilhas de Sumatra, Java e Bali). Hoje em dia, se encontram extintos em muitos países da Ásia. Estas são as subespécies:
Tigre-siberiano
(Panthera tigris altaica)
Encontram-se em vales com encostas rochosas do rio Amur. Está agora confinado a uma pequena área no leste da Rússia, onde é protegido. Antigamente habitava a Coreia,Manchúria (região nordeste da China), sudeste da Sibéria e leste da Mongólia. Desde 1922, quando um indivíduo foi visto e caçado pela última vez, não são mais vistos naCoreia do Sul. Em liberdade, existem entre 480 e 540 indivíduos, segundo o censo de 2015. Algumas populações não são geneticamente viáveis, por estarem sujeitas a cruzamentos consanguíneos. Diferentemente das outras subespécies de tigre, vive em uma área de clima frio formada por florestas boreais (de carvalhos e coníferas).

O tigre-siberiano é a única subespécie atual que vive em um clima frio.
É a maior das subespécies de tigre e o maior felino existente atualmente. O tamanho é variável com a subespécie, pesando, na maior parte das vezes, entre 180 e 306 quilogramas em machos e as fêmeas entre 100 e 167. O comprimento do corpo fica de 2,4 a 3,3 metros. As informações sobre o tamanho máximo são confusas e não há um veredito sobre o maior na natureza. De acordo com a edição do Guinness Book of world records, de 1988, um tigre siberiano macho de cativeiro, chamado Jaipur, chegou a pesar, aos 7 anos e meio de idade, 423 kg e possuía 3,32 metros de comprimento, sendo o felino mais pesado do mundo. Há um relato de um tigre siberiano macho que foi baleado em Sikhote Allin no ano de 1950, que pesava 384 kg. Jaipur chegou a pesar 465 kg, antes de sua morte em 1999. A sua dieta é formada principalmente de suínos selvagens, veados, alces. Caçam, ainda, outros mamíferos, como ursos-pardos e ursos-negros-asiáticos.
Tigre-do-sul-da-china
Tigre-do-sul-da-china do projeto Save China's Tigers.
(Panthera tigris amoyensis) - É a mais criticamente ameaçada das subespécies, caminhando rapidamente à extinção. Até o começo dos anos 1950, havia, aproximadamente, 4 000 tigres na República Popular da China. Mas em 1959, Mao Tse Tung, na época do "Grande Salto Adiante", declarou os tigres uma praga. Seguiu-se, então, uma brutal perseguição aos tigres, reduzindo-os a 400 indivíduos em 1976 e entre 150–200 indivíduos na natureza em 1982. Em 1987, haviam entre 30–40 restantes. Em uma pesquisa de 2001 não foi encontrado nenhuma evidência da presença de tigres, mas ainda podem existir alguns na natureza, já que há relatos de rastros e avistamentos. Havia apenas 72 exemplares em cativeiro em 2007, a maior parte na República Popular da China, mas que descendem de somente seis exemplares distribuídos em zoos em 1976. A diversidade genética necessária para manter a espécie já não existe, indicando que uma possível extinção pode estar próxima.
Tigre-da-indochina

Tigre-da-indochina no Zoológico de Berlim.
(Panthera tigris corbetti) - Era encontrado no Camboja, Laos, sudoeste da China, Mianmar, Tailândia e Vietnã. Encontra-se extinto na China desde 2007 quando o último foi morto e comido por um caçador ilegal. Habita florestas tropicais e subtropicais úmidas de folhas largas e floresta secas em preferencialmente regiões montanhosas. De acordo com estimativas do governo das populações de tigres, a população é de 352 espécimes: 200 na Tailândia, 85 em Mianmar, 20 no Vietnã, outros 20 no Camboja e 17 no Laos.
Tigre-de-sumatra
O tigre-de-sumatra (P. tigris sumatrae) é a menor subespécie vivente de tigre.
(Panthera tigris sumatrae) - É encontrado somente na ilha de Sumatra. Possui pelagem mais escura, e listras mais finas e abundantes que tendem a desintegrar em pontos perto do fim, além de linhas de pequenos pontos escuros entre listras regulares que podem ser encontradas no dorso, flancos e patas traseiras. Atualmente é a menor das subespécies vivas.
A população selvagem estimada é de quatrocentos a quinhentos animais, presentes predominantemente nos cinco parques nacionais da ilha. Em 1978, era estimada em 1.000 animais que caiu para cerca de 800 em 1985. As maiores ameaças a conservação da subespécie incluem desmatamento para plantações de palmeiras de óleo e plantio de acácia, diminuição das presas e comércio ilegal, principalmente para o mercado interno. Pesquisas genéticas recentes revelaram a presença de um marcador genético único, indicando que pode-se desenvolver uma nova espécie, caso não se torne extinto antes.
Tigre-de-bengala

Tigre-de-bengala na Reserva de Bandhavgarh.
(Panthera tigris tigris) - É encontrado nas florestas e savanas de Bangladesh, Butão, Nepal, Índia, Myanmar. É a segunda maior subespécie de tigre. É o animal nacional da Índia e de Bangladesh. Existem menos de 2500 indivíduos na natureza, a maioria vivendo na Índia e em Bangladesh. O peso é entre 180 e 266 quilogramas para machos, e 100 a 160 para fêmeas. No entanto, o maior tigre-de-bengala encontrado no ambiente selvagem pesava 389 quilogramas e foi morto em 1967, embora esse peso seja um pouco artificial, já que ele havia acabado de comer um búfalo última noite, o que aumentaria o peso em até 45 kg.
Sua dieta consiste em gauros (a maior espécie de bovídeo selvagem do planeta), várias espécies de cervos, javalis, búfalos -d'água-selvagens e em alguns casos, chegam a alimentar-se de crocodilos, de ursos-beiçudos e, em casos extremos, de elefantes e rinocerontes asiáticos.

O tigre-malaio recentemente se tornou uma subéspecie distinta devido a estudos genéticos.
Tigre-malaio

(Panthera tigris jacksoni) - Presente exclusivamente no sul da Península Malaia. Até 2004, não era considerada como uma subespécie de tigre. Até então, era tido como parte da subespécie indochinesa. Tal classificação mudou em função de um estudo do Laboratório de Estudos da Diversidade Genômica, parte do Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos. Segundo estimativas, a população de tigres malaios selvagens é de 600 a 800 indivíduos. É um ícone nacional na Malásia, aparecendo no brasão e no logotipo de instituições do país.
Tigre-de-bali 

Tigre-de-bali caçado em 1911.

(Panthera tigris balica) - Sua ocorrência era limitada à ilha de Bali, na Indonésia. Estes tigres foram caçados até a extinção. O último exemplar de tigre balinês deve ter sido morto em Sumbar Kima, no oeste de Bali, em 27 de setembro de 1937 e era uma fêmea adulta. Nenhum tigre balinês era mantido em cativeiro. De todas as subespécies, era a menor de todas com tamanho comparável a suçuaranas e leopardos; os machos tinham entre 90–100 kg e as fêmeas entre 65 e 80 kg. Pesavam menos da metade dos tigres-siberianos.
Tigre-de-java 

Foto de tigre-de-java capturada no Parque Nacional Ujung Kulon, 1938.
(Panthera tigris sondaica) - Era limitado à ilha indonésia de Java. Esta subespécie foi extinta na década de 1970, como resultado de caça e destruição de seu habitat. Mas a extinção desta subespécie tornou-se extremamente provável já na década de 1950, quando havia menos de 25 animais em estado selvagem. O último animal selvagem foi avistado em 1976.
Em uma pesquisa de 1994 não foi encontrado nenhum rastro de tigres. Presume-se que a impressão de uma pata com entre 26–28 cm registrada em 1997 possa ser de um tigre, enquanto um grupo ambientalista da Indonésia, liderados por Bambang Darmadja e Wahyu Giri Prasetyo, acredita que alguns pelos e fezes encontrados em 2004 também são provas de sua existência.
Tigre-do-cáspio ou tigre-persa 
Tigres-do-cáspio eram utilizados no coliseu de Roma. Zoo de Berlim, 1899
(Panthera tigris virgata) - Tornou-se provavelmente extinto na década de 1970, com o último sendo visto em 1961. Era encontrado no Afeganistão, Irã, Iraque, Mongólia, União Soviética e Turquia. De todas as subespécies de tigre era a mais ocidental, sendo a subespécie utilizada no coliseu de Roma. Apresentava pelagem longa na parte inferior do corpo e da cabeça (semelhante a uma barba) durante o inverno.
No começo do século XX, foi alvo de perseguição por parte do governo da Rússia czarista (que acreditava não haver mais espaço para o tigre na região) por conta de um programa de colonização da área.
Foi confirmado recentemente através de um estudo de DNA em 2009 que o tigre-do-cáspio e o tigre siberiano são praticamente a mesma subespécie.
Subespécies inválidas
Além das subespécies citadas acima, existem algumas subespécies que ainda não foram reconhecidas pela taxonomia.
• Tigre-coreano (Panthera tigris coreensis) - Habitava a Península da Coreia e o sul da Manchúria, áreas das quais o tigre se encontra extinto desde meados do século XX. Hoje considerado parte do tigre-siberiano.
• Tigre-de-xinjiang (Panthera tigris lecoqi) - Estudado e classificado por Schwarz em 1916. Vivia no noroeste da China, mais precisamente na província de Xinjiang. É considerado parte do tigre-do-cáspio atualmente.
• Tigre-do-turquestão (Panthera tigris trabata) - Tal como o tigre de Xinjiang foi estudado e classificado por Schwarz em 1916 e é considerado parte do tigre-do-cáspio.Vivia em áreas dos atuais Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão e Tajiquistão.
Características
Tigres têm corpos musculosos com membros anteriores poderosos, grandes cabeças, caudas longas e garras enormes. A pelagem é densa e pesada; coloração varia entre tons de laranja e marrom com áreas ventrais brancas e listras pretas verticais distintos, cujos padrões são únicos para cada indivíduo. Sua função é provável para camuflagem na vegetação, como grama alta com fortes padrões verticais de luz e sombra. O tigre é uma das poucas espécies de felino listrada; não se sabe por que os pontos são o padrão de camuflagem mais comum entre os felinos. Listras do tigre também são encontrados na pele, de modo que, se fosse para ser raspada, seu padrão de revestimento distintivo ainda seria visível.

Crânio de tigre (à esquerda) e crânio de leão (à direita).

Eles têm um forte crescimento de um tipo de juba ao redor do pescoço e mandíbulas e bigodes longos, especialmente nos machos. Aspupilas são circulares com as íris amarelas. As orelhas pequenas e arredondadas têm uma mancha branca proeminente na parte de trás, cercada por preto. Estas "marcas de olhos", aparentemente, têm um papel importante na comunicação.
O crânio é semelhante ao do leão, embora a região frontal geralmente não é tão achatada, com uma região postorbital ligeiramente mais longa.. O crânio de um leão tem aberturas nasais mais amplas. No entanto, devido à variação em crânios das duas espécies, a estrutura da mandíbula inferior é um indicador mais fiável da espécie. O tigre também tem dentes bastante robustos; os caninos um pouco curvados são os mais longos entre todos os felinos vivos, com comprimento de até 10 centímetros.
O mais velho tigre em cativeiro registrado viveu por 26 anos. Um exemplar selvagem, não tendo predadores naturais, poderia, em teoria, viver até uma idade comparável.
Tamanho

Os tigres-siberianos são os maiores felinos do mundo.
Os tigres são os mais variáveis em tamanho de todos os grandes felinos, muito mais do que os leões. O tigre-de-bengala e o siberiano são os mais altos no ombro e, assim, considerados os maiores felinos vivos, classificando com o extinto tigre-do-cáspio entre os maiores que já existiram. Um tigre macho adulto médio do norte da Índia supera um leão macho adulto médio em cerca de 45,5 kg. Os machos variam em comprimento total entre 250–390 cm e pesam até 310 kg, com comprimento do crânio variando entre 31,6-38,3 cm. As fêmeas variam em comprimento total entre 200 e 275 cm, pesando em média 167 kg com comprimento do crânio variando entre 26,8-31,8 cm. Em ambos os sexos e subespécies, a cauda representa cerca de 0,60 cm a 1,10 m do comprimento total. O tamanho do corpo de diferentes populações parece estar correlacionada com o clima - regra de Bergmann - e pode ser explicado pela termorregulação. Grandes tigres-siberianos machos podem atingir um comprimento total de mais de 3,50 m ao longo das curvas do corpo e 3,30 m do nariz ao final da garupa em linha reta, e podem pesar 310 kg. Este é consideravelmente maior do que o peso alcançado pela menor subespécie vivente de tigre: o tigre-de-sumatra, que vive em clima tropical. No ombro(cernelha), tigres podem ter variavelmente entre 0,70-1,22 m de altura. O peso recorde ainda não é bem definido pois os relatos não tem fontes fiáveis e o peso pode variar já que o tigre pode estar faminto ou ter acabado de comer. Existem relatos de tigres com 384, 389 e 423 kg no meio selvagem e em cativeiro o maior tigre pesava 465 kg e se chamava Jaipur.
Eles são uma espécie que tem dimorfismo sexual, as fêmeas são consistentemente menores que os machos. A diferença de tamanho entre machos e fêmeas é proporcionalmente maior nas subespécies maiores, com os machos pesando até o dobro das fêmeas. Os machos também têm almofadas das patas dianteiras mais largas do que as fêmeas, possibilitando o sexo ser identificado através das pegadas.
Variações de cor
Tigre branco.
Um alelo conhecido encontrado apenas nas subespécie de Bengala produz o tigre-branco, o primeiro variante de cor foi registrado no início do século 19 e estima-se ser encontrado em 1 a cada 10.000 nascimentos naturais. Geneticamente, a brancura é recessiva: um filhote nasce branco apenas quando ambos os pais são portadores do alelo para brancura. Não é albinismo, pois há pigmento evidente em listras do tigre-branco e em seus olhos azuis. A mutação responsável muda um único aminoácido na proteínatransportadora SLC45A2.
Os tigres brancos são freqüentemente criados em cativeiro, onde o relativamente pequeno conjunto de genes pode levar a endogamia. Foram feitas tentativas para cruzar tigres brancos e laranjas para remediar esta situação, muitas vezes misturando subespécies no processo. A endogamia gerou nos tigres brancos uma maior probabilidade de nascerem com defeitos físicos, tais como fenda palatina,escoliose (curvatura da coluna vertebral) e estrabismo. Mesmo sendo aparentemente saudáveis, os tigres-brancos geralmente não vivem tanto quanto seus homólogos laranjas.

Tigre-dourado
Outro gene recessivo cria o tigre-dourado. Tigres-dourados têm pelagem dourado-claro mais espessa do que o normal, pernas brancas e listras douradas em tom mais escuro. Existem poucos tigres-dourados e são mantidos em cativeiro. Eles são, invariavelmente, pelo menos em parte, tigres-de-bengala. Alguns tigres dourados carregam o gene do tigre-branco , e, quando esses dois tigres acasalam, eles podem produzir alguns descendentes brancos sem listras.
Além do tigre branco e do dourado, ainda há outras possíveis variações de cor não confirmadas. Embora um efeito pseudo-melanístico - listras bem largas que obscurecem o fundo laranja - tenha sido visto visto em alguns exemplares, verdadeiros "tigres negros" não foram autenticados, com a possível exceção de um espécime morto examinado em Chittagong, em 1846. Estes tigres totais ou parcialmente melanísticos, se existirem, são consideradas mutações intermitentes ao invés de uma espécie distinta.
Há ainda relatos não confirmados de tigres de um tom "azul" ou cor-de-ardósia, o tigre-maltês. No entanto, enquanto alguns felinos de outras espécies exibem essa coloração como um revestimento sólido, não há configuração genética conhecida que resultaria em listras pretas sobre um fundo azul-cinzento.
Distribuição e habitat
No passado, os tigres foram encontrados em toda a Ásia, desde o Cáucaso e do Mar Cáspio até a Sibéria e as ilhas indonésias de Java, Bali e Sumatra. Restos fósseis indicam tigres também estavam presentes em Bornéu e Palawan nas Filipinas, durante o final do Pleistoceno e Holoceno.

Tigre na reserva de Ranthambore,Índia.
Durante o século 20, os tigres foram extintos na Ásia ocidental e estavam restritos a bolsões isolados nas partes restantes de sua gama. Eles foram extirpados na ilha de Bali, em 1940, em torno do Mar Cáspio na década de 1970, e em Java em 1980. Este foi o resultado da perda de habitat e a matança contínua de tigres e de suas presas. Hoje, a sua distribuição fragmentada e parcialmente degradada estende da Índia, a oeste, a China e o Sudeste Asiático. O limite norte da área de distribuição é próximo ao rio Amur, no sudeste da Sibéria. A única grande ilha que ainda habitam é Sumatra. Desde o início do século 20, a distribuição geográfica do tigre encolheu 93%. Na década de 1997-2007, a área estimada conhecida da presença de tigres diminuiu 41%.

Tigre-siberiano andando na neve. Eles habitam locais mais frios do que as outras subespécies.
Os tigres podem ocupar uma grande variedade de tipos de habitats, mas geralmente exigirá cobertura suficiente, a proximidade de água, e uma abundância de presas. Em comparação com o leão, o tigre prefere vegetação mais densa, para o qual a coloração de camuflagem é ideal, e onde um único predador não está em desvantagem em comparação com múltiplos felinos em uma alcateia de leões. Um outro requisito de habitat é a existência de tocas devidamente isoladas, que podem consistir de cavernas, grandes árvores ocas, ou vegetação densa. Tigres-de-bengala em particular vivem em muitos tipos de florestas, incluindo úmidas, vegetações perenes e manguezal pantanoso do delta do Ganges (Sundarbans), e a vegetação semiperene de Assam e Bengala Oriental; a floresta decidual do Nepal, e as florestas semi-áridas do Ghats Ocidentais. Em várias partes de sua escala habitam ou habitaram montanhas rochosas, pastagens parcialmente abertas e savanas, assim como as florestas de taiga.