08/01/2016

JIBOIA



A jiboia-constritora (Boa constrictor) ou simplesmente jiboia é uma serpente que pode chegar a um tamanho adulto de 2 metros (Boa constrictor amarali) a 4 metros (Boa constrictor constrictor), raramente chegando a este tamanho máximo. Existe no Brasil, onde é a segunda maior cobra (a maior é a sucuri) e pode ser encontrada em diversos locais, como na Mata Atlântica, restingas, mangues, no Cerrado, na Caatinga e na Floresta Amazônica.
No Brasil, existem duas subespécies: a Boa constrictor constrictor (Forcart, 1960) e a Boa constrictor amarali (Stull, 1932). A primeira é amarelada, de hábitos mais pacíficos e própria da região amazônica e do nordeste. A segunda, jiboia-amarali, pode ser encontrada mais ao sul e sudeste do país, sendo encontrada algumas vezes em regiões mais centrais do país.
É basicamente um animal com hábitos noturnos (o que é verificável por possuir olhos com pupila vertical), ainda que também tenha atividade diurna.
É considerado um animal vivíparo porque, no final da gestação, o embrião recebe os nutrientes necessários do sangue da mãe. Alguns biólogos desvalorizam essa parte final da gestação e consideram-nas apenas ovovivíparas porque, apesar de o embrião se desenvolver dentro do corpo da mãe, a maior parte do tempo é dedicado à incubação num ovo separado do corpo materno. A gestação pode levar meio ano, podendo ter de 12 a 64 crias por ninhada, que nascem com cerca de 48 centímetros de comprimento e 75 gramas de peso.
Detecta as presas pela percepção do movimento e do calor e surpreende-nas em silêncio. Alimenta-se de pequenos mamíferos(principalmente ratos), aves e lagartos que matam por constrição, envolvendo o corpo da presa e sufocando-a. A sua boca é muito dilatável e apresenta dentes serrilhados nas mandíbulas, dentição áglifa. A digestão é lenta, normalmente durando sete dias, podendo estender-se a algumas semanas, durante as quais fica parada, num estado de torpor.
Animal muito dócil, apesar de ter fama de animal perigoso, não é peçonhenta (apesar de sua mordida ser dolorosa e poder causar infeção) e não consegue comer animais de grande porte, sendo inofensiva. É muito perseguido por caçadores e traficantes de animais, pois tem um valor comercial alto como animal de estimação, além de sua pele poder ser usada na confecção de artefatos de couro. Uma jiboia nascida em cativeiro credenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis pode custar de 1 050 a 6 000 reais, às vezes mais, de acordo com sua coloração.
Existe um mercado negro de animais silvestres no Brasil, pois as leis dificultam sua criação em cativeiro, apesar do baixo risco de acidentes envolvidos na criação deste animal. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis suspendeu a licença para venda de jiboias no Estado de São Paulo, apesar de os estudos internacionais demonstrarem que o comércio regulamentado é a maneira mais eficiente de se combater o tráfico de animais exóticos.
Etimologia 
"Jiboia" provém do tupi y'bói, que significa, literalmente, "cobra do arco-íris" (îy'yba, "arco-íris" + mboîa, "cobra"). "Constritora" é uma referência ao modo como a jiboia mata suas vítimas: apertando-as e sufocando-as.
Alimentação
As serpentes são animais que se alimentam de roedores, aves e lagartos. A frequência e quantidade de alimentos variam de acordo com o tamanho do animal.
Quando em cativeiro, é comum alimentar as jiboias com pequenos roedores, como camundongos e ratazanas jovens. Quando maiores, podem ser alimentadas com coelhos, lebres, ratazanas adultas e aves (frangos).
Manuseio
Normalmente, são dóceis e bem adaptáveis, aceitando bem o manejo. É preciso se observar bem algumas orientações:
• Sempre lavar as mãos, antes e depois de se manusear o animal;
• Manter o terrário sempre limpo;
• Trocar a água diariamente;
• Retirar o animal do terrário sempre com um gancho apropriado;
• Tomar cuidado com os olhos, pois acidentes (mordidas) podem ocorrer, e essa seria a região mais perigosa a ser afetada.
• Sempre manter movimentos lentos e, no primeiro momento, pegar a jiboia sempre por trás da cabeça, primeiro com o dedo indicador e depois fazendo uma pinça com o dedão, evitando que a serpente se assuste e tente morder. Nunca tente vir pela frente da jiboia, pois ela pode morder.
• Se ela for selvagem, coloque um pano sobre ela, apoie o gancho por cima de onde está a cabeça (sempre por trás) e pegue primeiro com o dedo indicador e depois fazendo uma pinça com o polegar.
• É importante, um dia antes de se alimentar a jiboia, colocar ela para se exercitar, pois ela passará os próximos dias imóvel a fazer digestão. O ideal é que seja a cada 10 dias, no final de tarde (após as 16 horas), em gramado baixo.
Em geral, os animais são dóceis, mas o temperamento pode variar entre cada indivíduo e de acordo com o modo de tratamento dispensado a ele.
Variedades
No mundo, existe várias jiboias, sendo diferenciadas pela região onde são encontradas e pelos diferentes padrões de coloração:
• Boa constrictor amarali (STULL 1932)
• Boa constrictor constrictor LINNAEUS 1758
• Boa constrictor mexicana JAN 1863
• Boa constrictor nebulosa (LAZELL 1964)
• Boa constrictor occidentalis PHILIPPI 1873
• Boa constrictor orophias LINNAEUS 1758
• Boa constrictor ortonii COPE 1877[2]
Doenças
As serpentes são animais susceptíveis a uma grande diversidade de doenças causadas por vírus, bactérias, parasitas, fungos, protozoários, pentastomídeos, helmintos,miíases, ácaros e carrapatos.
Vírus
As viroses são o principal problema em jiboias, devido à gravidade do quadro e também à capacidade de disseminação de alguns vírus. Diversos tipos de vírus foram descritos em jiboias, como adenovírus e herpesvírus causadores de lesão hepática e alguns retrovírus causadores de enterite e lesões hepáticas. Um dos principais vírus causadores de mortes é o paramixovírus. Esses vírus levam a quadros de pneumonia bastantes graves, que, frequentemente, levam o animal à morte.
Os sintomas são febre, boca semiaberta, dificuldade respiratória e até hemorragia na boca.

CORVO

O corvo é uma ave da família Corvidae, representantes de maiores dimensões da Ordem passeriformes. Possuem ampla distribuição geográfica nas zonas temperadas de todos os continentes, vivendo em bandos com estrutura hierárquica bem definida e formam, geralmente, casais monogâmicos. Sua alimentação é omnívora e inclui pequenos invertebrados, sementes e frutos; podem ser também necrófagos. Tais aves surgiram na Ásia, mas todos os continentes temperados e várias ilhas (como o Havaí) têm representantes do gênero. Na mitologia, os corvos são vistos geralmente como portadores de maus presságios, devido à sua plumagem negra e hábitos necrófagos.
Inteligência
 Ver artigo principal: Inteligência em corvos


Um corvo procurando por comida em um saco de lixo, no Estados Unidos. Cientistas neozelandeses descobriram que corvos têm a capacidade de usar três ferramentas em sucessão para chegar até os alimentos.
Os estudos da inteligência em corvos têm demonstrado que tais animais são dotados de um aparato cognitivo capaz de lhes propiciar diversas ações que podem ser compreendidas como sinais de inteligência. Como exemplo disso, tem-se a descoberta de cientistas daUniversidade de Auckland de que os corvos têm a capacidade de usar três ferramentas em sucessão para conseguir chegar até os alimentos. Alguns corvos que comem sementes difíceis de se quebrar costumam atirar as semente nas ruas de uma metrópole qualquer e deixar que os carros quebrem-nas. O corvo-da-nova-caledônia (Corvus moneduloides) é conhecido pela sua capacidade de fabricar e utilizar pequenos instrumentos que o auxiliam na alimentação. Em testes específicos de inteligência animal, costumam atingir altas pontuações.a diferença entre um corvo a outro necrófago é que ele mata quando está com fome.
Espécies
Nota: algumas espécies do género Corvus são conhecidas como gralha.
Austrália:
• C. coronoides, corvo-australiano
• C. tasmanicus
• C. bennetti
• C. boreus
• C. mellori
• C. orru
América do Norte:
• C. brachyrhynchos
• C. cryptoleucus
• corvo-comum, C. corax
• C. ossifragus
• C. caurinus
• C. imparatus
• C. sinaloae
América do Sul:
• C. cyanopogon
• C. caeruleus
África:
• corvo do Cabo, C. capensis
• C. rhipidurus
• corvo-bicolor, C. albus
• C. edithae
• corvo-vulturino, C. crassirostris
• C. albicollis
Norte de África e Médio Oriente:
• C. ruficollis
• Gralha-cinzenta, C. cornix
• corvo-comum, C. corax
• C. rhipidurus
Europa:
• Gralha-preta, C. corone
• corvo-comum, C. corax
• Gralha-cinzenta, C. cornix
• Gralha-de-nuca-cinzenta, C. monedula
• Gralha-calva, C. frugilegus
Ásia:
• Gralha-preta, C. corone
• C. torquatus
• Gralha-dáurica, C. dauuricus
• C. splendens
• corvo de Bico Grossudo, C. macrorhynchos
• Gralha-calva, C. frugilegus
• corvo-comum, C. corax
Ilhas oceânicas:
• corvo-do-Hawaii, C. hawaiiensis
• corvo da Nova Caledónia, C. moneduloides
• C. nasicus
• corvo da Jamaica, C. jamaicensis
• C. palmarum
• C. leucognaphalus
• C. woodfordi
• C. tristis

URUBU DE CABEÇA PRETA

O urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma ave catartiforme da família Cathartidae, pertencente ao grupo dos abutres do Novo Mundo. Deste grupo, é uma das espécies mais frequentemente observadas, devido ao fato de realizar voos planados em correntes térmicas a grandes alturas e por possuir atividade durante todo o dia.
Etimologia
Seu nome científico vem do grego korax = corvo; e gups = abutre, urubu; e do latim Atratus = vestido de preto, vestido de luto.
Características 
O urubu-de-cabeça-preta, como as outras espécies de urubus, possui a cabeça depenada, sendo um pouco rugosa. Essa espécie possui uma boa visão e um olfato apurado, mas não tanto como seu parente mais próximo, o urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura), que localiza a carcaça três vezes mais rápido que essa espécie. Isto se deve ao fato de que a parte do seu cérebro que se encarrega do instinto olfativo é cerca de três vezes maior do que a dos urubus-de-cabeça-preta. Possui de 56 a 76 cm de comprimento,peso que oscila entre 1,6 a 3 kg e envergadura de 150 à 170 cm.
Os urubus-de-cabeça-preta fazem ninhos em terrenos longe da presença humana, junto do solo e nunca são feitos a mais de 50 cm de altura. Os ovos, de cor cinza ou verde-pálida, são incubados por ambos os genitores durante 32 a 40 dias. Os juvenis eclodem com plumagem branca e são alimentados por regurgitação. Com o passar dos dias, os juvenis ganham uma cor branco-rosada e penas um pouco azuladas. O primeiro voo ocorre por volta das 10 a 11 semanas de vida e com cerca de 3 meses já têm a plumagem de adulto.
O urubu-de-cabeça-preta alimenta-se de carniças e frutas em decomposição como a pupunha. Este modo de alimentação necrófaga confere-lhes grande importância ecológica, pois ajudam a eliminar carcaças do ecossistema. Em áreas habitadas por humanos, eles também se alimentam de matéria em decomposição em depósitos de lixo. Seu sistema digestivo é muito eficaz e graças ao seu ácido estomacal ele é capaz de digerir nervos e ossos.
Subespécies
• Coragyps atratus atratus (Bechstein, 1793) - habita o extremo Sul dos Estados Unidos da América e no Norte do México;
• Coragyps atratus brasiliensis (Bonaparte, 1850) - habita na porção tropical do México, e na América Central até o Norte e Leste da América do Sul;
• Coragyps atratus foetens (M. H. C. Lichtenstein, 1817) - ocorre no Oeste da América do Sul.

ABUTRE

Abutre é o nome vulgar dado às aves falconiformes da família Accipitridae, de hábitos necrófagos, conhecidas também como abutres-do-velho-mundo. Os abutres assemelham-se exteriormente aos urubus e condores (os abutres-do-novo-mundo), mas estes pertencem à família Cathartidae. Os abutres são aves de grande envergadura, usando correntes de ar quente para planar, têm cauda pequena e geralmente são desprovidos de penas na cabeça.
Os abutres são mais longevos em relação a outras aves, chegando a viver 30 anos em cativeiro.
Na Mitologia Oriental e Egípcia
Nos antigos Hieróglifos Egípcios, o termo "Mãe" era representado por um abutre - tome-se, como exemplo, a deusa Mut (também chamada "A Mãe dos Deuses") que tem no seu nome, em escrita Hieroglifica, esta imagem representativa. A conotação entre os dois termos ("mãe" e "abutre") devia-se à crença antiga (não apenas egípcia, mas também partilhada com outras civilizações a Oriente) de que só existiam, entre estas aves, indivíduos do sexo feminino. A fecundação (necessária à propagação da espécie - facto não ignorado pelos povos descritos) ocorreria numa altura em que as aves deixariam que o vento as fecundasse enquanto voavam. É interessante perspectivar a existência de uma associação entre a "Mãe dos Deuses" egípcia, Mut, e a palavra "Mãe" em Latim, "mater", em grego, "μητέρα" (foneticamente, para o português, "mitéra") e mesmo noutras línguas do norte da Europa.
A deusa Ísis, Mãe de Hórus ( - facto que a leva a incorporar alguma da personalidade de Mut) também é representada deste modo. Vejam-se, por exemplo, os diversos sarcófagos expostos em Londres (galeria Egípcia do British Museum) ou Turim (Museu Egípcio de Turim) em que os tampões superiores contêm geralmente a representação de Ísis com as suas asas de abutre envolvendo a Múmia - observe-se também que Ísis é ocasionalmente representada como um abutre sobrevoando o corpo de Osíris (conotação com a sua representação no sarcófago, em que "sobrevoa" o corpo mumificado - e conotação com a realidade hoje em dia conhecida do animal que é, por natureza, um necrófago e, consequentemente, tem tendência para sobrevoar cadáveres). A própria origem do termo "sarcófago" (que significa, na nossa linguagem, "comedor de carne") poderá ter relação com as representações recorrentes de Isís sobre a forma de abutre que se encontram nestes contentores funerários, como referido - salienta-se, portanto, a relação que existe entre o atributo de "necrófago" do animal e o atributo de "comedor de carne" do sarcófago.
A ideia de uma "Mãe" fecundada pelo vento (e tenha-se que "vento" seria representativo de "espírito" ou "anima", na Antiguidade) não é algo exclusivo da religião Egípcia. Esta ideia está, na realidade, representada em religiões a Oriente e a Ocidente, algumas das quais ainda subsistem.
Géneros e espécies
• Gypaetus
• G. barbatus - Abutre-barbudo ou quebra-ossos
• Gyps
• G. africanus - abutre-de-rabadilha-branca
• G. fulvus - grifo
• G. coprotheres - abutre-do-cabo
• G. bengalensis - abutre-indiano
• G. ruepellii - grifo-de-rüppell
• G. himalayensis - grifo-dos-himalaias
• Torgos
• T. tracheliotus - abutre-real
• Aegypius
• A. monachus - abutre-negro
• Neophron
• N. percnopterus - abutre-do-egipto
• Gypohierax
• G. angolensis - abutre-das-palmeiras
• Necrosyrtes
• N. monachus - abutre-de-capuz
• Trigonoceps
• T. occipitalis - abutre-de-cabeça-branca

CONDOR




Condor  (quíchua translit. kúntur pelo espanhol cóndor) é o nome dado a duas espécies de aves, pertencentes a diferentes gêneros, da família dos catartídeos, ordem falconiformes. Aves de porte avantajado, coloração preta com colar branco no pescoço, asas com manchas brancas, cabeça, nuca e pescoço nus. Os jovens são pardos. São também conhecidos pelo nome de abutres-do-novo-mundo. Conquanto sejam principalmente saprófagos ( alimentam-se de carne em putrefação, cadáveres), por pertencerem à família catartídeos não são diretamente relacionados com os abutres-do-velho-mundo, da família acipitrídeos, a que pertencem os falcões, gaviões, águias e milhafres.
Espécies
• Condor-da-califórnia (Gymnogyps californianus) habita a costa ocidental dos Estados Unidos.
• Condor-dos-andes (Vultur gryphus) habita as montanhas dos Andes.









HIENA

Hyaenidae é a família da ordem Carnivora que inclui os vários tipos de hienas e o lobo-da-terra. O grupo habita as planícies esavanas de África e oeste da Ásia e nenhum dos seus membros corre actualmente perigo de extinção – apesar de a hiena-castanhapossuir uma distribuição geográfica restrita ao sul da África.
Apesar de se parecerem exteriormente com os canídeos, as hienas têm maior afinidade com a família Viverridae e, juntamente com os membros dessa última e com os membros da família Felidae, têm origem na extinta família Viverravidae.
Etimologia
"Hiena" vem do grego hyaina, através do latim hyaena.
Características
As hienas são animais carnívoros de médio a grande porte que ocupam lugares cimeiros na cadeia alimentar; a excepção é o lobo-da-terra que é insectívoro. A sua cabeça é grande em relação ao corpo, com orelhas relativamente grandes de terminação em bico ou arredondada e músculos maxilares poderosos. As patas traseiras, fortemente musculadas, são mais curtas que as patas da frente, o que dá um aspecto assimétrico ao animal. Apesar de serem caçadores eficientes, grande parte da alimentação das hienas é à base de carcaças que encontram ou que roubam a outros carnívoros. As hienas não são corredoras de velocidade, mas são resistentes e podem perseguir uma presa ao longo de vários quilómetros. A dentição é composta por 32 a 34 dentes fortes e adaptados à mastigação de ossos. O seu sistema digestivo está bastante bem adaptado à digestão de ossos e outras partes mais duras das suas presas. Esta eficiência em aproveitar todos os nutrientes de uma carcaça é uma das razões para o sucesso evolutivo do grupo - no qual as formas meramente corredoras, com uma dentição mais adaptada ao consumo de partes moles, desapareceram pela competição ecológica com os canídeos. À excepção do lobo-da-terra, que é solitário, as hienas são animais gregários e têm hábitos noturnos, embora possam pontualmente estar activas de dia. A hiena produz um som parecido com o de uma risada.
Suas sociedades são dominadas pelas fêmeas, o que não é comum entre mamíferos, e as fêmeas têm níveis de agressividade muito altos, gerando hormônios masculinos, o que de fato interfere na procriação. Até as crias são muito agressivas e é comum matarem-se umas as outras. As hienas nascem com os olhos abertos e os dentes inteiramente formados.
Vivem em clãs de até quarenta animais. Costumam caçar as presas como os lobos e raramente atacam em emboscada.
O grupo surgiu na Eurásia no Miocénico (há cerca de 10 milhões de anos), a partir da família Viverridae, tendo a separação dos géneros Crocuta e Hyaena ocorrido no Pliocénico. A máxima diversificação das hienas verificou-se no Plistocénico, com nove espécies que viviam na Europa, Ásia e África. As variedades europeias extinguiram-se no fim da Idade do Gelo, devido à extinção da megafauna de que se alimentavam e às dramáticas alterações climáticas que então ocorreram.
Taxonomia da Família Hyaenidae
Subfamília †Protictitheriinae
• Gênero †Protictitherium
• Gênero †Plioviverrops
Subfamília Protelinae
• Gênero Proteles
• Proteles cristatus - Lobo-da-terra
Subfamília †Ictitheriinae
• Gênero †Tungurictis Colbert, 1939
• Gênero †Thalassictis Nordmann, 1850
• †Thalassictis robusta Gervais, 1850
• †Thalassictis proava - Mioceno Médio-Superior, Paquistão
• †Thalassictis (Miohyaena) certa (Forsyth-Major, 1903) - Mioceno Médio (MN 7-8), La Grive Saint-Alban (Isère, França
• †Thalassictis montadai - Mioceno Médio, Hostalets de Pierola, Espanha
• †Thalassictis sarmatica
• †Thalassictis spelaea (Semenov, 1988)
• Gênero †Tongxinictis
• Gênero †Ictitherium Wagner, 1848
• Gênero †Hyaenotherium
• †Hyaenotherium wongii
• Gênero †Miohyaenotherium
• †Miohyaenotherium bessarabicum (Simionescu, 1937)
• Gênero †Hyaenictitherium Kretzoi, 1938
• †Hyaenictitherium hyaenoides
• †Hyaenictitherium parvum
• †Hyaenictitherium pilgrimi
• †Hyaenictitherium namaquensis
Subfamília Hyaeninae
Tribo †Chasmaporthetini
• Gênero †Lycyaena Hensel, 1861
• †Lycyaena chaeretis
• †Lycyaena dubia
• †Lycyaena macrostoma
• †Lycyaena crusafonti
• Gênero †Hyaenictis Gaundry, 1861
• †Hyaenictis graeca
• †Hyaenictis almerai
• †Hyaenictis hendeyi
• Gênero †Chasmaporthetes Hay, 1921
• †Chasmaporthetes ossifragus
• †Chasmaporthetes australis
• †Chasmaporthetes nitidula
• †Chasmaporthetes silberbergi
• †Chasmaporthetes exitelus
• †Chasmaporthetes borissiaki
• †Chasmaporthetes lunensis
Tribo Hyaenini
• Gênero †Metahyaena Viranta e Werdelin, 2003
• †Metahyaena confector Viranta e Werdelin, 2003 - Mioceno Superior
• Gênero †Palinhyaena Qiu, Huang e Guo, 1979
• †Palinhyaena reperta
• Gênero †Ikelohyaena
• †Ikelohyaena abronia
• Gênero †Leecyaena Young e Liu, 1948.
• †Leecyaena lycyaenoides
• †Leecyena bosei
• Gênero Hyaena Brisson, 1862
• Hyaena brunnea - Hiena-castanha
• Hyaena hyaena - Hiena-riscada
• Gênero †Pliocrocuta Kretzoi, 1938
• †Pliocrocuta perrieri Kretzoi, 1938
• Gênero †Pachycrocuta Kretzoi, 1938
• †Pachycrocura pyrenica
• †Pachycrocuta robusta
• †Pachycrocuta brevirostris
• †Pachycrocuta bellax
• Gênero †Adcrocuta Kretzoi, 1938
• †Acrocuta eximia - Mioceno Superior, Akkaşdaği, Turquia
• Gênero Crocuta Erxleben, 1777
• Crocuta crocuta - Hiena-malhada
• Gênero †Euryboas
• Hiena-caçadora (extinta)
Espécies e subespécies
• Hiena-malhada
• Hiena-riscada
• Hiena-marrom
• Pachycrocuta brevirostris (Hiena-gigante ou hiena-de-cara-curta) (extinta)
• Hiena-das-cavernas (extinta)

JAVALI

O Javali-europeu, (Sus scrofa), conhecido popularmente como javali (do árabe djabali, significando porco montanhês), javardo,porco-bravo, porco-monteiro e porco-montês (as fêmeas são conhecidas como javalina e gironda)[2] , é um mamífero artiodáctilo, da família Suidae, de médio porte e corpo robusto. É a mais conhecida e a principal das espécies de porcos selvagens.
Tem ampla distribuição geográfica, sendo nativo da Europa, Ásia e Norte da África. Em tempos recentes, foi introduzido nas Américase na Oceania.
É o antepassado a partir do qual evoluiu o actual porco doméstico (Sus domesticus ou Sus scrofa domesticus).
Características físicas
Os javalis são animais de grandes dimensões, podendo os machos pesar entre 130 e 250 kg e as fêmeas entre 80 e 130 kg. Medem entre 125 e 180 cm de comprimento e podem alcançar uma altura no garrote de 100 cm. Os machos são consideravelmente maiores que as fêmeas, além de terem dentes caninos maiores. Na Europa, os animais do norte tendem a ser mais pesados que os do sul.

Esqueleto de javali.
O corpo do javali é robusto e estreito, com patas relativamente curtas. Tem uma cabeça grande, triangular, com olhos pequenos, mas quando é criado junto aos porcos domésticos, para criar o híbrido javaporco, o crânio começa a mudar ficando mais assemelhado ao do porco doméstico.
Os quartos dianteiros do javali são mais robustos que os traseiros, enquanto que no porco doméstico ocorre o contrário; a diferença se deve à intensa seleção por variedades de porcos domésticos com mais carne levada a cabo pelos criadores.
A boca é provida de enormes caninos que se projetam para fora e crescem continuamente. Os caninos superiores são curvados para cima, enquanto os inferiores, maiores ainda, chegam a ter 20 cm de comprimento. Os caninos são usados como armas em lutas entre machos e contra inimigos. Podendo saltar obstáculos com até 2,5 metros de altura.
Ao contrário de certas raças de porcos domésticos, os javalis são cobertos de pelagem. Os pelos são rijos e nos adultos variam de cor entre o vermelho-escuro e o acastanhado. Os filhotes apresentam cor de terra clara com listras negras, o que lhes dá uma camuflagem muito eficiente. A pelagem dos filhotes escurece com a idade.
Habitat
Os javalis preferem bosques com bastante vegetação onde possam esconder-se, mas também frequentam à noite áreas abertas, assim como áreas cultivadas. Em sua ampla área de distribuição, ocupam bosques temperados até florestas tropicais. Não habitam em desertos nem em alta montanha.
Distribuição geográfica e subespécies

Distribuição geográfica do javali há alguns séculos (verde) e áreas em que a espécie foi introduzida como espécie exótica (azul).
O javali tem ampla distribuição geográfica. Ocorrem na maior parte da Europa e no Norte da África, junto ao Mar Mediterrâneo. Na Ásia, se distribuem pela Sibéria, Ásia Menor, Oriente Médio, Ásia Central, Índia, China, Japão e Sudeste Asiático até a Indonésia. Na Ásia, estão excluídos das regiões desérticas e altas cadeias de montanhas. Na América do Sul, são facilmente encontrados na Argentina, Uruguai e Brasil (especialmente nos Estados do Sul).
Antes, ocorriam ao longo do vale do Nilo até o Sudão, mas foram extintos nessa região há alguns séculos.
Na Europa, os javalis foram muito caçados e levados à beira da extinção em várias regiões, mas, nas últimas décadas, os animais têm aumentado em número e até recolonizado áreas de onde haviam desaparecido. As razões da recuperação na Europa incluem êxodo das populações humanas para os centros urbanos, com consequente diminuição de área cultivada, a reflorestação e a eliminação dos predadores naturais do javali, como o lobo e o lince.
Na Grã Bretanha, os javalis foram exterminados ainda em finais do século XIII, mas, na década de 1990, se restabeleceram pequenos grupos selvagens na Inglaterra derivados de animais que escaparam de fazendas de javalis. Na Dinamarca e na Suécia, os javalis foram extintos no século XIX, mas voltaram a partir dos anos 1970. Na região italiana da Toscana, onde o javali foi extinto devido à agricultura intensiva, foram detetados animais nos anos 1990.
Como em toda a Europa, em Portugal a população de javalis foi muito reduzida pela caça e destruição dos seus habitats, mas desde os anos 1970 tem havido um grande aumento em número. Ocorrem em grande parte do território continental português.
Subespécies

Javali indiano (Sus scrofa cristatus) no Parque Nacional Ranthambore.
O número de subespécies de Sus scrofa é um assunto controverso, mas pode-se considerar que existam pelo menos cinco subespécies selvagens:
• Sus scrofa scrofa (Norte da Espanha, Norte da Itália, França, Dinamarca, Sul da Suécia, Benelux, Suíça, Áustria, Inglaterra, Norte de Portugal, Alemanha, República Tcheca, Polônia, Eslováquia, Eslovênia e possivelmente Albânia)
• Sus scrofa átila
• Sus scrofa ussuricus (Norte da Ásia e Japão)
• Sus scrofa cristatus (Ásia Menor, Índia e Sri Lanka)
• Sus scrofa vittatus (Indonésia)
O porco doméstico é derivado do javali selvagem e é considerado por alguns autores como uma outra subespécie - Sus scrofa domestica.

Hábitos alimentares
O javali passa grande parte do dia fuçando a terra em busca de comida. É um animal omnívoro, com preferência por matéria vegetal como raízes, frutos, bolotas, castanhas e sementes. Também invadem terras cultivadas, especialmente campos de batata e milho.
Os javalis também incluem animais em sua dieta, como caracóis, minhocas, insetos, ovos de aves e até pequenos mamíferos. Também consomem animais mortos.
Comportamento
O javali é de comportamento sociável, mas não é territorialista, ou seja, não marca territórios. Reúne-se em grupos matriarcais, normalmente com três a cinco animais, formados pelas fêmeas e suas crias, embora possam ser encontrados grupos superiores a vinte indivíduos. A javalina (ou gironda - a fêmea do javali, quando já madura) dominante é a de maior idade e tamanho e sempre fica um pouco mais afastada do grupo como uma Guarda, que normalmente dá sua vida para que o restante fuja. Os jovens machos de um ano, chamados "barrascos", vivem na periferia do grupo.

Banho de lama.
Excetuando-se o período de cio, os machos em idade reprodutora (barrões, varrões) são bem mais solitários, mas podem ser vistos acompanhados por um ou mais machos jovens, conhecidos por "escudeiros".
O grunhido do javali chama-se "arruar".
Quotidiano
O javali, durante o dia, é normalmente sedentário e descansa em "manchas" (zonas de mato mais ou menos denso), onde faz seu "encame" (a "cama" do javali é constituída por pequenas depressões no terreno, feitas por eles próprios, sendo as destinadas a maternidade autênticos ninhos de vegetação construídos pelas marrãs - fêmeas parideiras). Durante as noites, é bastante ativo, chegando a percorrer distâncias consideráveis, que podem variar de 2 a 14 (?)km por noite, normalmente ao passo cruzado ou ao trote ligeiro (J. Reichholf, 1995), enquanto nas corridas pode praticar um rápido galope, que, no entanto, pode manter por curto período apenas.
Nos bosques, utiliza quase sempre os mesmos caminhos para suas andanças, variando com as estações e disponibilidade alimentar ou de refúgio, mas as fêmeas prenhes ou com crias tornam-se mais sedentárias.
Banho de lama
Os banhos na lama têm várias funções para os javalis. Uma função é regular a temperatura corporal, uma vez que os javalis não suam por terem glândulas sudoríparas atrofiadas. De igual modo se considera que os banhos de lama tem importante papel nas relações sociais da espécie, inclusive na seleção sexual. Enquanto no verão usam do banho na lama todos os javalis, sem distinção de sexo ou idade, durante a época do cio parecem reservados quase que exclusivamente aos machos adultos. Tem-se considerado [3] que estes banhos podem ajudar a manter os odores corporais sob um substrato estável como aquele proporcionado por uma camada de barro aderida ao pêlo.

Fêmea com crias.
Reprodução
Na Europa, o tempo de reprodução vai de Novembro a Janeiro, quando os machos adultos solitários buscam fêmeas receptivas. Ao encontrar uma "vara" (grupo de animais de mesma ninhada), o macho começa por expulsar os jovens do ano anterior. Se necessário, luta contra seus rivais para conquistar as fêmeas, em geral duas ou três, podendo alcançar até mesmo oito. As lutas pelas fêmeas podem ser ferozes: muitas vezes, os machos terminam feridos pelos caninos dos rivais.
A gestação dura cerca de 110 dias, com os nascimentos ocorrendo entre Fevereiro e Abril. As ninhadas tem entre 2 a 10 leitões, que após uma semana já podem acompanhar a mãe em suas andanças. O desmame acontece aos 3-4 meses de idade.
As crias com menos de 6 meses são amarelas, raiadas de castanho escuro e designam-se por listados. A partir dos 6 meses, a pelagem torna-se avermelhada e as crias tomam o nome de farropos. Progressivamente, a pelagem vai escurecendo até tomar uma tonalidade cinzenta escura, momento em que a cria passa a ser considerada um javali de vara.
A maturidade sexual é alcançada aos 8-10 meses, ainda que os machos jovens são impedidos de acasalar-se pelos machos mais velhos. O tempo de vida médio é de cerca de 20 anos em cativeiro.

Os javalis na cultura e mitologia
Desde a Antiguidade Clássica à Idade Média, o javali foi sempre considerado como espécie cinegética de prestígio, especialmente os machos adultos, que eram vistos como o paradigma da coragem e bravura. Antes do advento das armas de fogo, o javali era caçado usualmente com um tipo de lança específico para o objectivo. A caça ao javali é ainda hoje em dia muito popular.
As referências culturais ao javali são abundantes desde pelo menos a Grécia Antiga. Um dos doze trabalhos de Hércules foi caçar o javali de Erimanto. O javali foi também símbolo de legiões romanas como XX Valeria Victrix, I Italica e X Fretensis.
Foi também um animal comum na heráldica medieval europeia; por exemplo como símbolo pessoal do rei Ricardo III de Inglaterra e nos brasões de várias cidades.
Na cultura popular actual, é o prato preferido na irredutível aldeia gaulesa das historietas de Asterix e Obelix.
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Armas de Eberbach,Alemanha
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Armas de Ebersbach (Fils), Alemanha
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Armas de Roman (Roménia)